quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Estresse muda a forma como tomamos decisões

Estresse muda a forma como tomamos decisões
Já teve a impressão de que o estresse deixa você menos esperto e faz com que tome decisões ruins? Pois um estudo publicado na Psychological Science pode explicar o porquê. Pesquisadores da Universidade da Califórnia do Sul descobriram que situações estressantes mudam a forma como as pessoas avaliam riscos e recompensas.

O que acontece é que, surpreendentemente, prestamos mais atenção nos possíveis resultados positivos de nossas escolhas quando estressados, ignorando as desvantagens – o que pode levar a decisões das quais temos mais chance de nos arrepender depois.
Pense na situação: você quer trocar de emprego. Assunto estressante, certo? Se você tem uma nova oportunidade, pode acabar prestando atenção demais no salário maior e ignorando o fato de que levará o dobro do tempo para chegar ao local de trabalho.

“O estresse é geralmente associado a experiências negativas, de modo que nossa tendência é achar que pensaríamos mais nos aspectos negativos de nossas decisões”, diz Mara Mather, uma das autoras do estudo. Mas experimentos que levaram a situações de estresse, como ficar com a mão na água gelada por alguns minutos ou dar uma palestra, mostraram que ocorre o oposto: os aspectos positivos dominam.
Vícios
O foco nos pontos positivos também ajuda a explicar por que o estresse desempenha um papel tão importante em relação aos vícios. Dá para entender melhor, por exemplo, por que pessoas viciadas têm tanta dificuldade para controlar seus impulsos. Elas provavelmente pensam mais nos efeitos agradáveis do vício e ficam menos capazes de resistir a eles.
O estresse também aumenta as diferenças na forma como homens e mulheres encaram situações de risco. Enquanto os homens se tornam mais dispostos a se envolver em situações arriscadas, as mulheres são mais conservadoras.




Via Medical Xpress.

Entenda a importância do tempo “ocioso” para o seu cérebro

Você, caro leitor, tem problemas para se concentrar e sente que é cada vez mais difícil dar conta de todas as tarefas do dia a dia? Experimente cultivar um novo hábito: o de deixar o smartphone de lado, desligar a TV e o computador e deixar seu cérebro descansar e ter devaneios (ou sonhar acordado) à vontade.

A pesquisadora e professora de educação, psicologia e neurociência na Universidade do Sul da Califórnia, Mary Helen Immordino-Yang, escreveu um artigo com outros colegas que trazia um levantamento da literatura científica existente da neurociência e da ciência psicológica explorando o que significa quando o nosso cérebro está ‘em repouso’.

O trabalho foi publicado na edição de julho do periódico “Perspectives on Psychological Science” e aponta que, quando estamos descansando e focados em nosso mundo interior, nosso cérebro entra no chamado “modo padrão” ou “default”. A atividade desse modo default está ligada aos componentes do nosso funcionamento socioemocional, como autoconhecimento, julgamentos morais, desenvolvimento do raciocínio e construção de sentido do mundo que nos rodeia. Falando nisso, outra pesquisa recente, feita na Universidade da Califórnia em Santa Barbara, concluiu que ter devaneios realmente melhora a produtividade e ajuda na resolução de problemas.
Immordino-Yang e seus colegas expressaram preocupação com o fato de que os ambientes urbanos e virtuais (redes sociais cabem muito bem aí) têm exigido demais de nossa atenção. Para eles, isso talvez esteja minando oportunidades de reflexão e pode ter efeitos negativos sobre o nosso desenvolvimento psicológico.

A importância do tempo “ocioso” para o aprendizado e memória
Para Immordino-Yang, a reflexão e o silêncio podem ser muito importantes também para o aprendizado e memória. “O foco para dentro afeta a maneira como construímos memórias e sentidos e o modo como transferimos o que aprendemos para novos contextos”, explica. Ela defende que as escolas incentivem o aluno a se voltar para si mesmo, o que pode ajudar na consolidação do aprendizado em longo prazo. “O equilíbrio é necessário entre a atenção exterior e interior, já que o tempo gasto com a mente vagando, refletindo e imaginando também pode melhorar a qualidade da atenção externa que as crianças podem sustentar”, completa.

Segundo os autores, talvez a conclusão mais importante a ser extraída de pesquisas sobre o cérebro em repouso é o fato de que isso não significa uma ociosidade negativa – pelo contrário, é fundamental para aprendermos com as experiências. Estudos já indicaram que, quando as crianças têm tempo e habilidades necessários para a reflexão, muitas vezes se tornam mais motivadas, menos ansiosas, têm melhor desempenho em testes e passam a planejar o futuro de forma mais eficaz.


 (via Medical Xpress)

Por que sentir nojo é importante – e como isso afeta a nossa percepção Ana Carolina Prado 6 de dezembro de 2012 Crédito da foto: flickr.com/vipez A capacidade de sentir nojo tem um papel importante para nossa própria saúde: ela nos leva a evitar coisas sujas que poderiam provocar doenças ou até nos matar. Afinal, imagine como seria se não tivéssemos nenhum pudor em comer coisas que caíram no chão imundo ou, sei lá, lamber maçanetas de banheiro (até existe gente que curte, mas é um caso à parte). No entanto, um estudo recente sugere que, além de nos fazer evitar a sujeira, o nojo também nos ajuda a identificá-la melhor. Expliquemos. De acordo com muitas pesquisas, temos a tendência de associar o branco à limpeza – o que explica por que várias culturas dão tanto valor a ter dentes brancos e preferem pias e vasos sanitários de cores claras para o banheiro. Levando isso em conta, o pesquisador em psicologia Gary Sherman, da Universidade de Harvard, realizou três estudos cujos resultados sugerem que o nojo não só motiva as pessoas a criar ou manter ambientes limpos, mas também pode levá-las a ter uma visão bem mais apurada para detectar variações de cor que poderiam denunciar pequenas sujeiras. Para isso, Sherman e seus colegas testaram a habilidade de voluntários para detectar variações de cor em uma escala de tons de cinza. Em um primeiro estudo, 123 estudantes universitários analisaram conjuntos com quatro retângulos cada um – e, em todos eles, um dos retângulos era ligeiramente mais escuro ou mais claro que os outros. Os participantes tiveram, então, de indicar qual era o elemento diferente. No fim, a maioria achou mais fácil identificar quando o retângulo era mais escuro. Depois de completar a tarefa, eles responderam um questionário que mediu a sua sensibilidade geral para o nojo. Resultado: as pessoas que sentiam nojo com mais facilidade apresentaram melhor desempenho na hora de identificar o triângulo levemente mais escuro. Esses achados foram confirmados em um segundo estudo, mostrando que os estudantes que relataram sensibilidade maior ao nojo eram melhores em distinguir um número em tom claro escondido contra um fundo de um tom quase idêntico. No terceiro estudo, os participantes viram uma apresentação de slides de imagens projetadas para provocar nojo (como baratas, lixo) ou medo (um revólver, alguém com uma cara muito brava). Em seguida, eles tiveram de completar outra tarefa que envolvia perceber variações sutis de cores. Resultado: induzir o nojo nas pessoas mais sensíveis aumentou significativamente a sua capacidade de percepção de tons. O mesmo nao aconteceu com a indução de medo, nem com aqueles que não sentiam nojo facilmente (o que faz sentido, já que as imagens não funcionaram tão bem para eles). “Está muito claro que essa influência [a do nojo] promove o aumento da percepção”, concluem os pesquisadores. E isso, é claro, também vai nos ajudar a detectar e evitar os germes, toxinas e outras contaminações. O trabalho está na publicação Psychological Science. (Via Medical Xpress) LEIA TAMBÉM (só para não desperdiçar o tema das baratas): - Tudo que você nunca quis saber sobre as baratas Tags: nojo | percepção | visão Categoria: Postado em Sem categoria Comentários:Ninguém comentou ainda comente Links patrocinados Curso de Inglês OnlineCurso C/ Foco Nas Suas Necessidades Estude Quando Quiser - 24h Por Dia!Englishtown.com/Curso_Online_Ingles Jesus é realmente Deus?Descubra evidências dos estudiosos sobre afirmações de Jesus ser DeusY-Jesus.org/Portuguese Dependência Química?Só Há Uma Solução: Tratamento Clínico Especializado.VivaClinicaTerapeutica.com.br Conselhos errados que as pessoas dão: Diga não às drogas!


Calma, não é o que você está pensando.
Este post não vai fazer apologia às drogas ou algo do tipo. MAS vai afirmar que dizeres como “diga não às drogas”, “drogas fazem mal” ou aquelas imagens horrendas nas embalagens de cigarro (que mostram gangrena e coisas do tipo) talvez não funcionem – pelo menos para pessoas com propensão à dependência química. Ou seja, o problema não está no que o conselho diz, mas em como ele faz isso.
Foi o que descobriu um estudo das Universidades de Indiana e de Wayne State, nos Estados Unidos. Segundo os pesquisadores, mensagens desse tipo (destacando consequências ou palavras negativas), embora sejam amplamente usadas, não têm o mesmo impacto no cérebro de dependentes químicos quanto uma mensagem positiva e, portanto, seriam ineficientes para tentar fazer as pessoas desistirem de consumir drogas (lícitas ou não).
O estudo
Usando imagens obtidas com ressonância magnética funcional, os pesquisadores examinaram o impacto de diferentes mensagens sobre o cérebro de dependentes químicos e comparou-os com os efeitos sobre não-dependentes.
Enquanto isso, os participantes participaram um jogo virtual que envolve tomada de decisões, chamado Iowa Gambling Task. Quatro baralhos de cartas apareciam em uma tela, e os participantes foram informados ou de que iriam ganhar ou perder dinheiro escolhendo certos baralhos.
O resultado
Quando recebiam mensagens negativas (dizendo que a escolha de certas cartas levaria a perdas), o grupo de dependentes químicos mostrou atividade cerebral menor nas áreas que avaliam o risco. Uma região específica envolvida aí, o córtex cingulado anterior, também está fortemente envolvida numa variedade de desordens clínicas, como o abuso de drogas, o TDAH, autismo, esquizofrenia e transtorno obsessivo-compulsivo.
Além disso, as mensagens negativas provocaram reações significativamente piores e mais arriscadas no grupo dos viciados. O resultado sugere que eles processam as mensagens de forma diferente – especialmente as que enfatizam a perda ou redução das perspectivas de ganho.
Mas, para o autor principal do estudo, o professor Joshua Brown, ainda é cedo para saber se mensagens positivas (destacando os benefícios de se permanecer limpo, por exemplo) são mais eficazes para reduzir o uso de drogas porque sua experiência envolveu decisões sobre o dinheiro. Ele e sua equipe estão trabalhando para descobrir isso.
O que você acha?

#fica a dica para um grande filme

SINOPSE: A história desse lembra o espírito de Por um Fio: Joel Brandt um roteirista, recebe uma ligação na sua secretária eletrônica, implorando para que ele atenda. Achando que é trote, ele deleta a mensagem. O cara que ligou é encontrado morto, então ele é forçado a vivenciar o enredo de um roteiro que ele roubou de um estudante, que agora busca vingança.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Por que temos a sensação de “déjà vu”?

Sabe aquela sensação de estar vivendo uma coisa que já aconteceu? E aí nós ficamos na dúvida se sonhamos aquilo ou se voltamos no tempo (vai que, né?) ou se é a nossa vida que repete muito, mesmo. Qualquer que seja a nossa teoria, esse fenômeno, chamado de “déjà vu”, desperta a curiosidade de muitos cientistas por aí – e nenhum deles conseguiu, ainda, entender realmente do que se trata.

Quer dizer, até agora. Um estudo do Central European Institute of Technology (CEITEC MU) e da Faculdade de Medicina da Universidade de Masaryk, na República Tcheca, trouxe alguma luz sobre o mistério.

Os pesquisadores descobriram que certas estruturas cerebrais específicas têm um impacto direto sobre isso. Exames feitos com ressonância magnética com 113 voluntários mostraram que o hipocampo, estrutura localizada nos lobos temporais do cérebro onde as memórias se originam, eram consideravelmente menores em pessoas que vivem tendo essa sensação, em comparação com quem nunca teve uma experiência assim. E tem mais: quanto mais frequentes os déjà vus, menores eram essas áreas.

“Quando estimulamos o hipocampo de pacientes neurológicos, conseguimos induzir neles a sensação de déjà vu. Ao encontrar as diferenças estruturais no hipocampo em pessoas saudáveis ​​que têm ou não tal experiência, mostramos que ela está diretamente ligada à função destas estruturas cerebrais”, afirmou o autor principal do estudo, Milan Brázdil, do CEITEC.

Para ele, o déjà vu é provavelmente causado por uma superexcitação de células nervosas em hipocampos mais sensíveis. Isso causaria um pequeno “erro no sistema”: as lembranças falsas. “Tal sensibilidade maior pode ser consequência de alterações nessas regiões do cérebro que podem ter ocorrido durante o desenvolvimento do sistema neural”, explica Brázdil.  O hipocampo é excepcionalmente vulnerável a várias influências do ambiente externo, como as patológicas (como inflamações) ou fisiológicas (como o stress ou privação do sono), principalmente na primeira infância.

Apesar de parecer misterioso, o déjà vu é uma experiência comum: segundo os pesquisadores, entre 60% e 80% dos indivíduos normais já passou por isso.

O amor duradouro é possível

Ah, o amor. Esse sentimento nobre é amplamente estudado pela ciência e um dos nossos temas favoritos por aqui. Para ajudar você a entendê-lo melhor, vamos publicar uma série de posts com algumas das descobertas científicas mais recentes a esse respeito. Você vai encontrar, por exemplo, a prova científica de que existe amor duradouro, uma advertência importante para quem não sabe se casa ou se compra uma bicicleta e a quebra do mito de que homens que pagam por sexo não querem compromisso.  Tem assunto de sobra para discutir na mesa de bar.
- A ciência garante: o amor duradouro é possível

Quando a gente começa um romance, é tudo lindo e eterno. Até acabar em corações partidos e cada um partir para outra história. Muita gente acha que esse é um ciclo inevitável e não acredita em amor que nunca se acabe. Por outro lado, existem vários casais por aí que estão juntos e felizes há décadas. O que a ciência diz sobre isso?
Um estudo publicado no ano passado na Social Cognitive and Affective Neuroscience concluiu que o amor duradouro é possível, sim. Os pesquisadores, liderados pelo neurocientista social Arthur Aron, da Universidade Stony Brook em Nova York, descobriram respostas neurológicas similares entre pessoas vivendo um novo amor (naquela empolgação típica) e aqueles em relacionamentos apaixonados de longa duração.
O estudo examinou as respostas cerebrais de 10 mulheres e 7 homens casados há um tempo que variava entre 10 e 29 anos usando ressonância magnética funcional (fMRI). Enquanto isso, eles tinham de olhar para fotos do rosto de seus parceiros, de conhecidos próximos e de pessoas com quem tinham pouca familiaridade.
Também foi feito o mesmo teste com casais que haviam acabado de começar um relacionamento romântico. Estes, ao olharem para a imagem de seu parceiro, mostraram respostas na área responsável pela liberação de dopamina, frequentemente associada ao consumo de alimentos e álcool e motivadora de vontades e desejos. Isso não aconteceu quando os mesmos indivíduos viram fotos de outras pessoas.
Para os 17 adultos em relacionamentos antigos (os quais garantiam sentir pelo parceiro o mesmo amor do início do namoro), foi criada uma escala de sete pontos que classificou a intensidade do amor que eles sentiam em seu relacionamento. Todos eles marcaram cinco ou mais pontos.
Na hora do exame da ressonância magnética, eles apresentaram atividade semelhante aos dos novos namorados na área responsável pelo processamento da dopamina – e quem havia sido classificado com sete pontos mostrou atividade maior que os classificados com cinco.
Mas o estudo também mostrou diferenças entre as atividades cerebrais dos dois grupos. Quem estava em relacionamentos recentes mostrou atividade nas regiões relacionadas à obsessão e tensão, enquanto aqueles em relacionamentos de longo prazo apresentaram atividade nas regiões relacionadas com a ligação emocional e o apego.
Para os pesquisadores, o estudo prova que a sensação de recompensa associada a um parceiro de longo prazo pode ser sustentada e se manter semelhante à sentida no início de um novo relacionamento – a diferença é que isso envolve áreas cerebrais diferentes. Segundo eles, esse é o passo inicial para entender a biologia por trás desses relacionamentos.